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PIZZARIA - Promotora de Justiça afirma que apuração em Pombal pode levar a Ação Criminal

Após mais de cem pessoas aparecerem com sintimas, uma mulher acabou morrendo

Publicada em 20/03/2026 às 09:28h - Aristelson Silva


PIZZARIA - Promotora de Justiça afirma que apuração em Pombal  pode levar a Ação Criminal
 (Foto: Aristelson Silva/Assessoria)



Pombal-PB - Por meio de um vídeo, publicado na Internet, a promotora de Justiça Patrícia Napoleão de Oliveira, com atuação na área da saúde, explicou que o procedimento administrativo instaurado pelo Ministério Público da Paraíba - MPPB sobre o caso de suposta intoxicação em uma pizzaria no município  Pombal, Sertão paraibano, pode levar à ações na esfera criminal e cível, na Justiça. O vídeo foi divulgado nesta quinta-feira (19).

Ela explicou que o procedimento administrativo tem o objetivo de coletar dados e informações para basear as ações do Ministério Público da Paraíba sobre o caso.

Foram solicitadas informações à Agência Estadual de Vigilância Sanitária - Agevisa) e à Vigilância Sanitária municipal de Pombal, as quais fizeram inspeção dentro da pizzaria. Também foram requisitadas informações do Hospital Regional de Pombal, que atendeu dezenas de pessoas com os sintomas de intoxicação. Além disso, foram solicitadas informações à Delegacia de Polícia Civil da região, que investiga o caso através de inquérito policial.

"Quando essas informações chegarem ao Ministério Público, então os próximos passos serão definidos. Esses podem ser a instauração de outros procedimentos com fins de apurar, de forma específica, determinados fatos que decorreram da ingestão dessas pizzas. Pode ser também o ajuizamento de uma ação, tanto no âmbito cível quanto no âmbito criminal. E também é possível que haja novas diligências, nova requisição de documentos para dar continuidade às investigações", disse. 

Ministério Público

A 2ª promotora de Justiça de Pombal, com atribuição na área da saúde, Patrícia Napoleão de Oliveira, instaurou o procedimento administrativo na terça-feira (17) para apurar o caso das pessoas que procuraram atendimento médico após o consumo de pizzas na Pizzaria La Favorita. O caso aconteceu no domingo (15) e as reações passaram a surgir na segunda-feira (16). Na terça (17), uma consumidora morreu após agravamento dos sintomas. Um dos donos da pizzaria prestou solidariedade pela morte de Raissa Maritein, pediu desculpas a todos, disse que nunca teve a intenção de machucar ninguém e que colabora com as autoridades para esclarecer o caso.

Pizzaria

Após mais de 100 pessoas apresentarem sintomas de intoxicação alimentar depois do consumo em uma pizzaria no município de Pombal, no Sertão da Paraíba, a Polícia Civil abriu inquérito para acompanhar o caso. O delegado Rodrigo Barboza informou, na terça-feira (17), que o resultado da perícia é um dos principais pontos da investigação, no momento, pois vai indicar qual substância causou a intoxicação. O caso aconteceu no domingo (15) e ganhou repercussão nacional desde a terça-feira.

O número de intoxicados girava em torno de 114 pessoas, na terça-feira (17), segundo dados preliminares. O delegado destaca que são mais de 100 infectados, mas lembra que o número exato ainda é difícil de definir porque algumas pessoas podem ter passado mal, mas sem procurar atendimento hospitalar.

Uma mulher morreu, na terça (17), após a intoxicação. Raissa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, era servidora na área de Agronomia na Prefeitura de Pombal. A morte dela causou comoção e indignação nos moradores do município.

Pizza de carne de sol na nata

O delegado relatou que quase todas as pessoas intoxicadas consumiram o sabor de pizza carne de sol na nata, o que levanta a suspeita sobre a carne e a nata adicionadas à pizza. Os ingredientes e amostras de pizzas fornecidas pelos clientes que pediram ‘delivery’ foram recolhidas para perícia.

Desinsetização

Outro ponto levantado pelo delegado é que há relatos de que a pizzaria passou por desinsetização dias antes dos clientes apresentarem as queixas de sintomas de intoxicação. A Polícia Civil vai apurar se houve contaminação cruzada com substâncias da desinsetização e os ingredientes das pizzas.

Interdição

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária - Agevisa interditou a pizzaria, de forma cautelar, por 90 dias. O delegado Rodrigo Barboza disse que as análises iniciais da Agevisa no local indicaram o funcionamento da pizzaria em desacordo com uma norma de vigilância sanitária e que havia documentações não atualizadas, no momento da inspeção.

Segundo o delegado, um dos responsáveis pela pizzaria foi ouvido e esse homem acredita que o problema teria sido na carne ou na nata das pizzas de carne de sol na nata. Para o delegado, esses são relatos iniciais e vale aguardar o resultado da perícia.

Perícia

Foram coletados, na segunda-feira (16), materiais na pizzaria e amostras de pizzas possivelmente contaminadas para a realização da perícia.

 

Além disso, o corpo de Raissa Maritein foi submetido a exame toxicológico para encontrar a substância que possa ter causado a contaminação nela.

Inquérito e crime

O inquérito da Polícia Civil foi instaurado na segunda-feira (16) e tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado. Já o resultado da perícia levará mais de um mês para ser fornecido, segundo previsão do delegado.

Em relação ao crime apontado no caso, o delegado Rodrigo Barboza afirmou que os donos da pizzaria podem responder por crime contra as relações de consumo, que seria vender ou oferecer material impróprio para consumo, ainda que sem intenção. Em caso de condenação, a pena pode ser aumentada pela metade em razão da quantidade de pessoas afetadas. E, com a morte da Raissa, poderá haver indiciamento por homicídio culposo.

Defesa

Nas redes sociais, um dos donos da pizzaria prestou solidariedade pela morte de Raissa Maritein, pediu desculpas a todos, disse que nunca teve a intenção de machucar ninguém e que colabora com as autoridades para esclarecer o caso.

Com ClickPb

 

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