Rio de Janeiro-RJ - A combalida e criticada equipe de Filipe Luís passou o carro em cima do Madureira. Depois de um primeiro tempo duro no jogo da ida, que acabou com um placar de 3 a 0, o Rubro-negro massacrou a meta do bravo Neguete: 8 a 0, fora o baile.
A expulsão de Wallace Camilo aos 29 da etapa inicial cravou o destino do Tricolor Suburbano. Lucas Paquetá marcou três vezes (duas valeram), Jean Vianna marcou um belo gol contra, Samuel Lino marcou no final e Pedro marcou nada menos do que quatro vezes — incluindo um aos 2 e outro aos 3 minutos do segundo tempo.
Parecia time do Ensino Médio contra time do Fundamental (colegial e ginásio, para você que é menos jovem, como eu). Beirou o constrangimento.
A questão que fica é: o atropelo basta para reabilitar Filipe Luís, Paquetá e Pedro, dois jogadores que ainda não tinham dado as caras em 2026?
No ano passado, toda vez que o Flamengo deixava dúvidas, como em alguns momentos da Libertadores, a partida seguinte servia para lembrar a todos de sua superioridade. Me ocorrem aqui os triunfos sobre o Palmeiras, 5 a 0 sobre o Fortaleza, 8 a 0 sobre o Vitória, 3 a 0 sobre o Botafogo, entre outros.
Em 2026, isso ainda não tinha acontecido. Uma decepção vinha sucedendo a outra, levando a dois títulos perdidos, um início de Brasileiro decepcionante e protestos duros da torcida. Agora, um absurdo 11 a 0 na semifinal do Carioca. Contra o Madureira, clube que disputará a Série D.
É suficiente? Talvez ajude a confiança dos próprios atletas, e isso pode fazer enorme diferença. Um atacante sem confiança tem a mesma eficácia de um lápis sem ponta.
Não é nada, mas só a final contra o Fluminense, no próximo domingo, vai dizer se foi o suficiente. A goleada foi retumbante. Os gritos de "time sem vergonha" dos dedicados torcedores que compareceram ao Maracanã, também.
Felipe Luiz demitido após 8x0
Filipe Luís não é mais técnico do Flamengo. E a saída do treinador, demitido pela diretoria e surpreso e incrédulo com a decisão, caiu como uma bomba após a goleada por 8 a 0 diante do Madureira. No entanto, nos bastidores, o clima não era dos melhores.
Mas para explicar o fim, marcado por uma insatisfação após o vazamento de uma reunião de cobrança do presidente Luiz Eduardo Baptista ao treinador e a surpresa pela demissão, é preciso voltar para o início. A declaração de Filipe Luís sobre críticas da torcida foi uma indireta para a desconfiança que recebeu desde os primeiros dias como técnico do clube.
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Quando assumiu após a saída de Tite, ele foi anunciado como "interino". Diante da polêmica, rapidamente o clube ainda na gestão Rodolfo Landim, se retratou e "efetivou" o comandante, dando a Filipe um contrato até o fim de 2025.
Em dezembro de 2024, já campeão da Copa do Brasil, Filipe Luís teve, assim como todo o clube, conviver com uma nova gestão para 2025. Apesar de ter contrato e a idolatria da torcida, a gestão de Luiz Eduardo Baptista não o tinha como preferido para o cargo. Na troca de gestão, pessoas importantes do futebol no Ninho acreditavam que Filipe precisaria de uma pessoa de força nos bastidores para suportar o turbilhão que é o Flamengo.
Era sabido por todos que o nome de Filipe Luís foi muito mais "ficado" do que colocado pelo novo presidente. E isso não foi algo bem digerido pelo treinador, que "engoliu" a situação ao mesmo tempo que recebeu a sinalização que continuaria. Mas o ruído já havia sido criado.
E o desgaste inicial foi se arrastando durante toda a passagem do treinador. O segundo e maior fator de atrito foi na relação de Filipe Luís com José Boto na temporada passada. A intenção do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, era ter na função do português um profissional "contestador", brigando pelos interesses do clube, não somente atendendo aos do técnico. O jeito mais "boleiro", menos executivo, incomoda.
Nos corredores, a amizade de Boto com Filipe Luís era considerada por uma ala da diretoria como acima dos interesses do clube, sendo desaprovada pelo presidente. Assim que a nova direção assumiu, por exemplo, o treinador tentou interferir nas demissões de integrantes do departamento médico e até da comunicação. A atitude desagradou Bap, que vê o ex-lateral responsável apenas pela parte técnica. Outro ruído criado do presidente com o técnico.
Outro exemplo é o caso de Gerson. Enquanto Bap não poupou críticas públicas a Marcão, pai e empresário do jogador, que causou uma crise ao expor a falta de valorização contratual do atleta, o comando do futebol não seguiu a mesma narrativa. Filipe, inclusive, pela forte amizade com o jogador, sempre "comprou" o lado do atleta, mantendo-o inclusive como capitão.
A situação envolvendo Pedro, criticado publicamente pelo treinador, também não caiu bem com a diretoria, que não descartava vendê-lo por uma boa proposta. No entanto, as críticas públicas, na visão da diretoria, desvalorizaram o atleta e praticamente fecharam as portas para uma boa proposta pelo camisa 9.
Depois disso, o processo de renovação do treinador desagradou e muito o presidente Bap. Além do alto salário pedido pelo treinador, a entrada do empresário Jorge Mendes foi vista como um "tumulto criado sem necessidade". Na ocasião, o Flamengo chegou a tratar a renovação como pouco provável, mas as partes cederam. Só que o desgaste que já tinha entre as partes ficou praticamente insustentável.
Com Uol/ESPN

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